Em entrevista ao programa The Rest Is Football, Lineker explicou que, desde o início da década de 2010, optou por manter distância deliberada da entidade dirigente do futebol, argumentando que, como jornalista, não quer ser influenciado por decisões internas da FIFA.
Segundo o apresentador, a decisão foi reforçada quando, ao conduzir o sorteio da Copa do Mundo de 2018, recebeu a proposta de se encontrar com o presidente russo Vladimir Putin. "Não queria fazer isso", disse Lineker, acrescentando que respondeu ao convite com um pedido de desculpas, alegando excesso de trabalho no guião da cerimónia.
O incidente deixou o ex‑jogador desconfortável e, segundo ele, confirmou que seria melhor afastar‑se da FIFA a longo prazo. "Foi uma estratégia deliberada", reiterou, destacando que a recusa ao encontro foi um ponto de inflexão para a sua postura.
Lineker também criticou a permanência de Gianni Infantino à presidência da FIFA, classificando‑a como "absurda" e apontando que o suíço pretende concorrer a um quarto mandato nas eleições de 2027.
Ao ser questionado sobre a recepção que Infantino teria se assistisse a um jogo no Reino Unido nos dias de hoje, Lineker previu "pelo menos uma onda de assobios" e cantos que poderiam terminar com a palavra "idiota", indicando que a popularidade do dirigente está em declínio entre os adeptos britânicos.
As declarações de Lineker chegam num momento em que a FIFA enfrenta críticas crescentes sobre a sua governança e transparência, e podem reforçar o debate público sobre a necessidade de renovação na liderança da entidade.