Na apresentação dos resultados financeiros anuais, o clube inglês informou que a indemnização paga pela saída de Amorim foi classificada como “custos excecionais” e incluiu ainda compensações aos seus adjuntos, bem como uma pequena parcela destinada a reestruturações internas e contribuições para fundos de pensões.
Ruben Amorim, de 38 anos, foi demitido em janeiro, após apenas 14 meses à frente dos Red Devils. O contrato previa inicialmente uma indemnização de 19,4 milhões de euros, mas continha uma cláusula que reduzia o valor caso o treinador encontrasse um novo clube, o que aconteceu no verão ao assinar com o Milan.
O valor final de 9,5 milhões de euros representa, portanto, a quantia efetivamente desembolsada após a aplicação da cláusula de redução, refletindo a prática de acordos contratuais que vinculam pagamentos a futuras movimentações profissionais.
Para efeito de comparação, no exercício anterior o Manchester United registou custos excecionais de 42,6 milhões de euros, valor associado sobretudo ao despedimento de Erik ten Hag e da sua equipa técnica, demonstrando que a saída de treinadores tem tido um impacto financeiro significativo nos últimos anos.
Apesar da decisão de encerrar o vínculo, Omar Berrada, CEO do Manchester United, elogiou publicamente Amorim, afirmando que o treinador “merece muito crédito” e que ajudou a elevar o nível da equipa num período difícil.
Em declarações feitas durante o verão, Amorim refletiu sobre a sua passagem pelo clube, reconhecendo erros, mas também destacando o aprendizado adquirido e a convicção de que a experiência o tornou um treinador melhor.