Nunes afirmou, em entrevista à rádio CBN, que assinará o texto mesmo se os vereadores ampliarem as restrições ou aumentarem as multas. A proposta, apresentada em maio de 2025 pelo vereador João Jorge, ainda depende de uma segunda votação antes de seguir ao prefeito.
Na versão aprovada em primeiro turno, a proibição alcança a divulgação de empresas de apostas esportivas e outras modalidades de jogos de azar em eventos realizados em espaços públicos ou privados da capital. O texto abrange iniciativas organizadas por empresas ou entidades públicas, com ou sem fins lucrativos, e competições amadoras e profissionais. A medida atingiria, entre outros locais, os estádios de Palmeiras, Corinthians e São Paulo.
Vereadores negociam mudanças para ampliar o alcance da regra e elevar as sanções. João Jorge disse que há conversas sobre incluir a publicidade de apostas no mobiliário urbano, como relógios de rua e pontos de ônibus. As multas previstas atualmente são de R$ 50 mil; Nunes afirmou ter ouvido de parlamentares que emendas podem aumentá-las, mas ainda não está definido se o plenário aceitará a mudança.
O prefeito defendeu a restrição como parte de uma resposta ao endividamento, sobretudo entre pessoas de baixa renda. Ele atribuiu parte do problema aos juros elevados no país e disse que as apostas também têm participação relevante. Nunes defendeu ainda ações municipais de conscientização sobre os riscos de apostar para tentar pagar dívidas.
Se aprovada em segundo turno, sancionada e publicada como lei, a proposta dará às empresas e organizações 90 dias para se adaptar às novas regras. Clubes consultados sobre o projeto ainda não haviam se manifestado no momento do relato.