No Dia Mundial da Contracepção, celebrado em 26 de setembro, especialistas ouvidos pelo Folha Vitória destacaram que não existe um método contraceptivo ideal para todas as mulheres. A escolha depende das condições de saúde, da rotina, da preferência sobre o ciclo menstrual e da facilidade de usar o método corretamente.

Os métodos hormonais combinados reúnem estrogênio e progestagênio e incluem pílula, adesivo, anel vaginal e injeção mensal. A diferença prática está no intervalo de uso: comprimido diário, troca semanal do adesivo, uso mensal do anel ou aplicação a cada 30 dias. Há também opções apenas com progestagênio, como algumas pílulas, o implante e a injeção trimestral, além do DIU hormonal.

Implantes e DIUs são métodos reversíveis de longa duração e não exigem uma ação diária. A reportagem cita falha inferior a 1% para esses métodos, enquanto pílula, adesivo e anel dependem de uso correto e podem falhar quando há esquecimentos ou atrasos. A Organização Mundial da Saúde também classifica os DIUs como altamente eficazes; o modelo de cobre não contém hormônio, enquanto o hormonal libera levonorgestrel no útero.

O efeito sobre o sangramento varia. O DIU hormonal pode reduzir fluxo intenso e cólicas; o DIU de cobre, por sua vez, pode aumentar o fluxo e a cólica, especialmente nos primeiros meses. Pílula, adesivo e anel podem tornar o ciclo mais previsível para algumas usuárias. A resposta individual e as contraindicações precisam ser avaliadas com um profissional de saúde.

Condições como enxaqueca com aura, tabagismo após os 35 anos e histórico de trombose podem alterar a elegibilidade para métodos com estrogênio. A reportagem aponta alternativas que podem ser consideradas nesses casos, mas a decisão depende da avaliação clínica. Também é possível trocar de método se houver efeitos indesejados ou falta de adaptação; a transição deve ser planejada para evitar um intervalo sem proteção.

DIUs, pílulas, implantes, adesivos e injeções não protegem contra infecções sexualmente transmissíveis. A camisinha continua necessária quando há risco de exposição. A OMS recomenda que a escolha considere necessidades e preferências individuais, com orientação de um profissional.