A situação dos estoques dos tipos O positivo, O negativo, A negativo e B negativo causa preocupação entre os especialistas da instituição, porque “os tipos negativos são fundamentais para atendimento de emergência e pacientes em situação crítica”.
Historicamente, as baixas temperaturas contribuem para a queda nas doações de sangue nos hemocentros. No entanto, esse cenário tem sido agravado por outros fatores que desestimulam ou impedem temporariamente a doação. Quem tomou a vacina contra o sarampo precisa aguardar quatro semanas para doar. Da mesma forma, quem recebeu a vacina da gripe tem período de impedimento de 48 horas.
Para que um paciente consiga receber uma transfusão de sangue corretamente, é necessário que o sangue doado seja compatível com seu tipo sanguíneo. A falta de um tipo específico pode causar um efeito dominó de queda nos outros estoques de sangue. A falta do tipo O negativo é a mais grave, porque este pode ser doado para todos os outros tipos sanguíneos.
Diante desse cenário, a Fundação Pró-Sangue reforça a importância de manter os estoques equilibrados e orienta as pessoas que ainda não se vacinaram contra o sarampo e que estejam aptas a doar para priorizar a doação de sangue antes da vacinação.
A instituição mantém dois postos para doação na cidade de São Paulo: o Posto Clínicas – Hospital das Clínicas, próximo às estações Clínicas e Oscar Freire do metrô, na capital paulista; e o Posto Dante Pazzanese – Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, na região do Parque do Ibirapuera, metrô Ana Rosa. O agendamento não é obrigatório, mas pode ser realizado pelo site da Pró-Sangue para agilizar o atendimento.
Para doar, é preciso estar em boas condições de saúde e ter idade entre 16 e 69 anos. Pessoas com gripe ou resfriado precisam aguardar a plena recuperação e cumprir o tempo de espera indicado antes de doar.