A pesquisa, contratada pela Folha de S.Paulo e pela Globo, foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR‑00304/2026. A coleta está prevista para ocorrer de 22 a 24 de setembro, com divulgação dos resultados em 24 de setembro, e tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95 %.
No cenário de primeiro turno, os entrevistados receberão uma lista com treze nomes: Clariana Barao (DC), Edmilson Costa (PCB), Augusto Cury (Avante), Flavio Bolsonaro (PL), Hertz Dias (PSTU), Leonardo Avalanche (PRTB), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara (UP), Wilson Grassi (Democrata) e Zema (Novo).
A intenção de voto será medida de duas formas: espontânea, quando o eleitor menciona o candidato sem ajuda, e estimulada, quando os nomes são apresentados em cartão. O questionário ainda indaga se o eleitor já está totalmente decidido ou se ainda pode mudar de escolha.
Para o segundo turno, a pesquisa testará cinco combinações: Lula contra Flavio Bolsonaro; Lula contra Ronaldo Caiado; Lula contra Zema; Lula contra Renan Santos; e Lula contra Augusto Cury. Entre os eleitores que admitirem mudar de voto, será perguntado qual outro candidato teria maior chance de receber seu apoio.
Um bloco dedicado ao Supremo Tribunal Federal investiga a avaliação dos ministros, a aceitabilidade de situações de conflito de interesse – como participação como sócio de empresa privada, recebimento de pagamentos por palestras ou julgamento de processos envolvendo parentes – e o conhecimento sobre suspeitas ligadas ao caso Banco Master.
O levantamento também pergunta se decisões dos ministros do STF estão mais beneficiando ou prejudicando as candidaturas de Lula e de Flavio Bolsonaro, ou se afetam ambos igualmente ou não afetam nenhum dos dois.
A pesquisa mede a avaliação do governo Lula, oferecendo cinco opções – ótimo, bom, regular, ruim ou péssimo – e registra a aprovação ou desaprovação do presidente. Outras questões abordam o interesse dos eleitores por política, a disposição de votar caso o voto não fosse obrigatório e a auto‑posicionamento ideológico em escalas de 1 a 5 (bolsonarista a petista) e de 1 a 7 (esquerda a direita).
Por fim, o questionário recolhe o comportamento eleitoral de 2022 entre entrevistados com 20 anos ou mais, perguntando se compareceram ao segundo turno daquele ano e, em caso afirmativo, a quem votaram entre Jair Bolsonaro e Lula.