A paralisação, que conta com adesão parcial dos empregados, tem como foco central a intenção da empresa de transformar o CorreiosSaúde de mantenedora em patrocinadora, mudança que, segundo os sindicatos, pode elevar de forma abusiva os custos e as mensalidades pagas por funcionários, aposentados e dependentes, além de reduzir direitos trabalhistas.
Os sindicatos rejeitaram a proposta inicial da direção, que oferecia um reajuste de apenas 0,87% nos valores do plano. A categoria reivindica uma recomposição salarial condizente com a inflação acumulada e o ganho real, apontando que a oferta ficou bem abaixo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
Além da questão do plano de saúde, os trabalhadores exigem o retorno do adicional tradicional de 70% sobre as férias, a retomada do pagamento de 200% nos dias de repouso ou feriados trabalhados, e se opõem à proposta de extinção de gratificações específicas, como a de motoristas por quebra de caixa e o vale extra de Natal.
Ao analisar a legalidade da greve, o Tribunal Superior do Trabalho determinou a manutenção de 80% do efetivo em atividade em cada unidade, ressaltando a essencialidade dos serviços dos Correios e o impacto que a paralisação pode ter no período eleitoral de 2026, conforme o ministro Vieira de Mello Filho, presidente do TST.
A Federação Interestadual dos Empregados dos Correios (Findect) declarou que é difícil aceitar que outros temas ganhem destaque enquanto a categoria aguarda iniciativas concretas para retomar as negociações e chegar a um acordo sério.
Em nota, a empresa informou que mantém os serviços em todo o país e está trabalhando para reduzir os impactos da paralisação. Os Correios orientam os clientes a acompanhar o rastreamento de encomendas pelo site ou aplicativo e a entrar em contato pelos telefones 4003‑8210, 0800‑881‑8210, chat ou serviço “Fale Conosco” para situações específicas.