A correção de 15,04% eleva o piso mensal do programa de R$ 600 para R$ 691, e o valor médio do benefício passa de cerca de R$ 675 para R$ 777, conforme informações do governo federal.
O governo justificou a medida como recomposição da inflação acumulada desde 2023, o que exigirá alterações no Projeto de Lei Orçamentária de 2027, que não previa a nova despesa.
A nova tabela de pagamentos entra em vigor a partir da folha de pagamento de outubro, de modo que os beneficiários receberão o valor reajustado já no próximo ciclo.
A estimativa oficial indica um custo adicional de R$ 5,8 bilhões para 2024 e cerca de R$ 22 bilhões para 2027, totalizando um impacto de R$ 27,8 bilhões entre 2026 e 2027.
O anúncio foi feito a 17 dias do primeiro turno das eleições; o governo afirma que o aumento foi incluído no planejamento fiscal e corresponde à recomposição inflacionária, enquanto um deputado do PL, aliado de Flávio Bolsonaro, questionou a legalidade da medida. O Tribunal Superior Eleitoral rejeitou a ação, mas outras contestações ainda podem ser protocoladas.