O plano, que será publicado integralmente pela Agência Brasil até domingo (20), prevê a eliminação de dez ministérios, a redução de cargos comissionados e a revisão do pacto federativo com estados e municípios, medidas que o candidato descreve como essenciais para “enxugar o Estado” e gerar queda dos juros.
Na agenda de segurança, Flávio Bolsonaro propõe declarar facções criminosas e milícias como organizações narcoterroristas, criar uma “tropa de elite” das Forças Armadas para patrulhar as fronteiras e reduzir a idade penal de 18 para 14 anos, permitindo que adolescentes a partir dessa idade sejam julgados por crimes hediondos como estupro, tráfico e assassinato.
Em matéria econômica, o candidato defende a redução de impostos sobre energia elétrica e combustíveis, a revisão da reforma tributária, a criação de corredores logísticos para baratear o transporte de alimentos, o aumento da capacidade de armazenamento de safras e o apoio à produção nacional de fertilizantes, tudo com o objetivo de estimular o consumo das famílias.
A digitalização dos serviços públicos também figura como prioridade: o programa prevê a integração dos prontuários de saúde com hospitais privados, a oferta de atendimentos médicos por telefone ou aplicativo em áreas carentes e a simplificação da burocracia por meio de plataformas digitais.
Na educação, o documento propõe a adoção do método fônico para alfabetização, a concessão de vouchers para que famílias paguem mensalidades em creches privadas, remuneração de alunos que ofereçam reforço a colegas, ampliação de cursos técnicos, criação de escolas cívico‑militares e a transferência da responsabilidade da educação superior para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
Embora não reconheça uma crise climática, o plano traz medidas que visam flexibilizar o licenciamento ambiental, incentivar a exploração de combustíveis fósseis, ampliar a produção de petróleo, gás e fracking, permitir o autolicenciamento em casos de atraso na emissão de licenças e acelerar projetos de mineração com maior participação de capital estrangeiro.
No setor de saneamento básico, Flávio Bolsonaro pretende acelerar concessões e parcerias privadas, levar água potável a escolas e fechar lixões a céu aberto, enquanto no campo habitacional o programa retoma o Casa Verde e Amarela com meta de construir 2,5 milhões de unidades residenciais a juros reduzidos.
O candidato ainda destaca que seu governo será próximo ao de seu pai, Jair Bolsonaro, presidente do Brasil entre 2019 e 2022, e que as propostas apresentadas buscam “fazer o Brasil vencer o atraso” ao combinar austeridade fiscal, fortalecimento da segurança e modernização tecnológica.