O suspeito, que já figurava na lista de investigados desde 2015, foi preso após a reabertura do inquérito conduzida pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), sob a liderança da delegada Ivalda da Silva.

Em 2015, Victoria Natalini, então com 17 anos, foi encontrada morta após um passeio com colegas em Itatiba; laudos iniciais do Instituto Médico Legal não apontaram sinais de violência sexual e a causa da morte foi inicialmente considerada natural.

A família da vítima pressionou as autoridades e, com o surgimento de novos elementos, o caso foi reaberto em 2024. Investigações recentes recolheram depoimentos de duas irmãs que relataram ter sido abusadas pelo mesmo suspeito na época, reforçando a suspeita de envolvimento em crimes sexuais na região.

O homem detido trabalhava e circulava próximo ao local onde o corpo de Victoria foi encontrado e já possuía um boletim de ocorrência por importunação contra outra menor de idade, embora não houvesse provas suficientes para mantê‑lo preso anteriormente.

Com base nos novos depoimentos, o DHPP solicitou a prisão preventiva do suspeito, que permanece à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos sobre os fatos ocorridos há mais de uma década.

A prisão representa um avanço significativo para a família de Victoria e para a sociedade, que acompanha o caso há 11 anos, e abre caminho para que o processo judicial siga seu curso e, possivelmente, traga respostas ao crime não solucionado.