Alexander Ceferin, da UEFA, e Victor Montagliani, da CONCACAF, argumentam que a FIFA encerra o atual ciclo 2023‑2026 com reservas de cerca de 6 bilhões de dólares – o maior saldo da sua história – e que, portanto, tem capacidade financeira para distribuir um total de aproximadamente 2,1 bilhões de dólares entre as federações, sem comprometer sua estabilidade financeira.
Os dirigentes ressaltam que, mesmo após a alocação proposta, as reservas da FIFA não cairiam abaixo de cerca de 1,5 bilhão de dólares ao longo do próximo ciclo, o que, segundo eles, demonstra que a entidade pode pagar “muito mais” às federações sem precisar ceder participações em competições ou exigir contrapartidas.
A solicitação surge em meio a uma crise institucional que se intensificou após o fracasso do plano de abertura da FIFA a investidores privados, iniciativa liderada por Infantino sem consulta prévia das confederações, e que gerou críticas sobre a legitimidade do projeto de “liberar o potencial comercial” da Copa do Mundo.
Em agosto, a UEFA, a CONCACAF e a Confederação Asiática de Futebol (AFC) tentaram angariar apoio de outras entidades da chamada “família do futebol”, que permanece dividida sobre a direção da FIFA após o projeto abortado.
Até o momento, Gianni Infantino é o único candidato confirmado para disputar a eleição presidencial da FIFA, prevista para março de 2027, e ainda não se pronunciou publicamente sobre o pedido de repasse de recursos.