As diligências, efetuadas na sede da Unidade de Prevenção e Apoio Tecnológico (UPAT) da PJ, visam apurar possíveis crimes de abuso de poder e falsidade de testemunho ligados ao escândalo Football Leaks, segundo informações do Ministério Público.

A investigação ganhou impulso após a denúncia apresentada pelo coordenador da PJ, David Freitas, contra o então diretor da instituição, Carlos Cabreiro. Depois da denúncia, Freitas foi transferido de função e passou a ser alvo de um processo disciplinar interno.

O hacker português Rui Pinto, conhecido por ter vazado documentos do Football Leaks, reagiu às buscas afirmando que já havia denunciado, em 2015, quando vivia em Budapeste, ligações perigosas entre elementos da Polícia Judiciária e a empresa de investigação Doyen, durante a gestão de Almeida Rodrigues como diretor da PJ.

Pinto declarou que, na época, apresentou provas das alegadas ligações, mas que a justiça portuguesa teria “branqueado” o caso. Ele aproveitou a oportunidade para dizer que a nova operação dá “uma nova vida” à investigação e que continua a aguardar que se faça justiça.

A Polícia Judiciária, por sua vez, confirmou que está a colaborar plenamente com as autoridades judiciais nas diligências, sem comentar detalhes adicionais sobre o conteúdo das buscas ou sobre eventuais resultados preliminares.