Desde o início da campanha 2026/27, a equipa de Silva disputou sete jogos da Primeira Liga e sete da UEFA Europa League, vencendo 10, empatando dois e perdendo dois (St. Gallen e FC Porto). No total, o clube marcou 43 golos e sofreu 13, com o saldo da liga a 22‑7.
Na classificação da liga, o Benfica ocupa o segundo lugar, a cinco pontos do líder FC Porto após sete jornadas. A equipa trocou de posição com o Sporting, que ficou atrás, embora ainda esteja a lutar por pontos críticos para não deixar o Porto ampliar a vantagem.
A explosão ofensiva contrasta fortemente com a temporada passada, quando a média de golos marcados era de 1,5 por jogo e a de golos sofridos, 0,57. Na época de José Mourinho, nos primeiros quatro jogos, o Benfica tinha apenas 21 golos marcados e oito sofridos; sob Bruno Lage, o saldo nos primeiros dez jogos foi ainda menor.
A melhoria também se reflete no desempenho individual: Vasilios Pavlidis registou 14 golos e três assistências, dobrando a sua produção da época anterior; o jovem Matheus Prestianni somou oito golos e três assistências, comparado com um único golo na temporada 2025/26; e Rafa Silva já tem cinco golos e uma assistência, ligeiramente abaixo dos seis golos e duas assistências da campanha passada, mas mantendo a regularidade.
Com apenas cinco clean sheets (St. Gallen, Casa Pia, Marítimo, Moreirense e Milan) – três a menos que na temporada 2025/26 – o Benfica demonstra que a maior produção ofensiva vem acompanhada de uma defesa mais vulnerável. O treinador Silva reconhece que o próximo desafio será manter a consistência defensiva enquanto continua a pressionar o Porto na luta pelo título.