O técnico recém‑nomeado da seleção, Jorge Jesus, apresentou a sua primeira entrevista coletiva antes do duelo contra o País de Gales, destacando a carga emocional de conduzir a equipa nacional e a importância de cantar o hino de Portugal antes do início da partida.

Jesus reconheceu que “o estatuto é diferente” em relação ao seu predecessor, Roberto Martínez, e descreveu a experiência como “uma mistura de sentimentos”, ao mesmo tempo que garantiu conhecer o hino nacional de cor.

Ao falar sobre a sua filosofia de jogo, o treinador afirmou que o futebol é “arte” e que, embora não seja uma ciência exata, a criatividade faz a diferença, tanto nos jogadores quanto nos treinadores.

Ele destacou que tem uma forma de observar o jogo distinta da de Martínez, sem afirmar que seja superior, e pretende criar “uma nova dinâmica, cultura de jogo”, mesmo que utilize alguns dos mesmos jogadores, mas possivelmente em posições diferentes das que ocupam nos clubes.

Quanto à tática, Jesus revelou preferência por jogar com um médio defensivo, sem confirmar se João Palhinha será titular, e por adotar um segundo avançado em vez de um terceiro médio. Também indicou que Cristiano Ronaldo será titular e que tem quatro avançados que já jogaram sob sua orientação, mencionando João Félix como possível segundo avançado.

A partida, que será disputada no Estádio da Luz, marca o primeiro teste real de Jesus à frente da seleção e será observada de perto pelos adeptos e pela imprensa, que avaliarão se a sua abordagem criativa se traduzirá em resultados positivos para Portugal na Liga das Nações.