Kiko Costa, que se consolidou como um dos maiores talentos ofensivos da sua geração após atuações marcantes na Liga dos Campeões e na seleção portuguesa, disse que a evolução que tem demonstrado deve‑se, sobretudo, ao “treino árduo”, citando a máxima de Rafael Nadal de que o treino tem de ser mais exigente que os jogos para progredir.

O jogador de 21 anos elogiou a sua capacidade no um‑para‑um e nos remates de longa distância, descrevendo‑se como alguém que “gosta de fazer tudo isso” e que desenvolveu a habilidade de confronto direto desde a infância, aperfeiçoando‑a ao longo dos anos.

Apesar do destaque ofensivo, Costa reconheceu que a parte defensiva ainda lhe traz dificuldades. Admitiu que “não acho que precise de mudar nada no meu jogo para o conseguir fazer, mas preciso de treinar, treinar muito e de treinar outra vez”, e prometeu que, quando se tornar um defensor mais eficaz, “retribuirá todas as pancadas que leva”.

Sobre a componente mental, o atleta afirmou que já possui maturidade precoce, dizendo que “adora a pressão e as responsabilidades” e que, nos momentos decisivos de um jogo, pondera todas as opções – rematar, passar ou recuar – para escolher a ação correta.

Costa recordou as recentes frustrações do Sporting nas fases finais da Champions League, quando a equipa foi eliminada por um golo de diferença, inclusive na última partida contra o Aalborg. Ele declarou que essas derrotas serviram de motivação para melhorar ainda mais o seu desempenho.

Com a ambição de alcançar o topo mundial, Kiko Costa afirmou que treina a “200 por cento todos os dias” e que, se mantiver esse nível de dedicação, acredita ser capaz de chegar ao topo, apesar de ainda ser jovem e não querer esperar muito tempo para alcançar o seu objetivo.