A saída de Daniel Levy, que liderou o Tottenham desde 1999, foi acompanhada por um pacote de indemnização de 31,5 milhões de euros – um dos valores mais elevados já pagos a um dirigente no futebol, segundo o The Athletic, incluindo salário, bónus e um plano de incentivos a longo prazo.

Com a partida de Levy, a família Lewis interveio no clube, assumindo o controlo da hierarquia dos Spurs e injetando 373 milhões de euros no último ano, dos quais 140 milhões foram destinados a capital de giro, numa tentativa de revitalizar a estrutura financeira e desportiva.

Peter Charrington, presidente não‑executivo do Tottenham, explicou a mudança numa carta aberta aos adeptos, afirmando que “algo sísmico tinha de mudar nos Spurs” e que a decisão de reiniciar a gestão não foi tomada de ânimo leve, embora reconheça que chegou “mais tarde do que deveria”.

Apesar da sua saída, Levy ainda detém cerca de 24% das ações do clube; a sua participação foi reduzida de 26% depois de não ter respondido a uma oportunidade de investimento de 116 milhões de euros em capital social cujo prazo terminou em agosto.

No plano desportivo, o treinador Roberto De Zerbi reforçou o plantel com dez novos jogadores durante o verão, num investimento que ultrapassa os 400 milhões de euros, mas os resultados ainda não se traduziram em sucesso: o Tottenham está na última posição da Premier League, com três derrotas e dois empates nos primeiros cinco jogos da temporada.

A situação contrasta com a luta pela permanência na temporada passada, quando o clube garantiu o seu lugar na Premier League apenas na última jornada, ao vencer o Everton, sublinhando a pressão sobre a nova direção para converter o investimento financeiro em desempenho em campo.