Na manhã de segunda‑feira, a Portugal Summit – que se estende até sexta‑feira – contou com a participação à distância de Aleksander Ceferin, que lamentou não poder estar presente fisicamente, mas aproveitou a ocasião para sublinhar a importância da união e da transparência no futebol mundial.

Ceferin destacou que “as belezas e as tradições pertencem a quem joga, vê e dedica a sua vida ao jogo”, e afirmou que “juntar as nossas perspetivas é a única forma de enfrentar os desafios do futebol”.

O presidente da UEFA advertiu que nem todos colocam o jogo acima das próprias ambições, lembrando que a confiança no desporto deve apoiar‑se em três pilares – unidade, transparência e governação que sirva a todos, e não a uma minoria.

Sem mencionar nomes, Ceferin referiu que “os tempos recentes foram negligenciados por pessoas que juraram protegê‑los” e acusou a tentativa de privatizar as competições da FIFA, incluindo o Mundial, de quebrar a confiança dos fãs e dos clubes.

“O futebol não está à venda. Esta é a mensagem que a UEFA tem carregado durante anos. O jogo vai continuar seguro se aqueles que o governam lembrarem para quem governam”, reforçou o dirigente europeu.

Num tom mais positivo, Ceferin dirigiu elogios a Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, reconhecendo a “contribuição assinalável” do futebol português e afirmando que clubes, selecções e jogadores do país continuam a brilhar nos maiores palcos internacionais.

Ao concluir a sua intervenção, Ceferin destacou que o “jogo global tem muito a aprender com Portugal”, sugerindo que as boas práticas do futebol português podem servir de modelo para a comunidade internacional.