Em entrevista concedida antes da partida da Seleção portuguesa na Liga das Nações, o avançado de 39 anos declarou que este será "provavelmente o último ano da carreira" e que, neste momento, o foco está em alcançar os mil golos e lutar pelo título da competição.
Ronaldo afirmou que pretende perseguir simultaneamente as duas metas, dizendo que "o meu objetivo é conseguir as duas coisas" – marcar o gol mil e levar Portugal ao triunfo da Liga das Nações, que ele descreveu como "uma nova era".
O jogador elogiou o trabalho de Roberto Martínez, que ainda comanda a seleção, reconhecendo a dificuldade de um treinador estrangeiro e agradecendo pelos "ataques constantes" que o ajudaram a evoluir.
Ao comentar a recente nomeação de Jorge Jesus como treinador da seleção, Ronaldo manifestou confiança total, classificando a escolha como "perfeita" e destacando que o técnico já conhece vários jogadores do plantel, o que deve acelerar o processo de adaptação.
Sobre a carga de jogos, Ronaldo reconheceu que disputar quatro partidas em quinze dias é exigente, mas garantiu que a equipa tem "um plantel bastante grande, tem bastante talento" e está preparada para o calendário.
Quando questionado sobre a sua disponibilidade física, o atleta explicou que não pretende jogar os 90 minutos em todos os quatro jogos da Liga das Nações, citando sua experiência no Al Nassr como exemplo de gestão de minutos.
Ronaldo também abordou a relação com o público português, afirmando que, apesar de críticas pontuais, sente "mais carinho" este ano e que a maioria dos portugueses o recebe bem, inclusive nos estádios do FC Porto, onde jogou no passado.
Sobre o futuro, o craque admitiu que ainda não sabe quando anunciará a sua retirada da seleção, mas garantiu que avisará o mundo quando chegar a hora, acrescentando que vive o presente e não pensa no amanhã.
Quanto ao recorde de mil golos, Ronaldo declarou que "quer chegar e vai chegar", mas rejeitou a ideia de que a busca seja uma obsessão, enfatizando que prefere desfrutar o dia a dia enquanto persegue o feito histórico.
Por fim, o capitão sublinhou que sua motivação para permanecer na seleção vai além de números, destacando o orgulho de representar Portugal e a vontade de contribuir tanto dentro como fora de campo, inclusive como líder do grupo.