André Villas-Boas usou um editorial da revista Dragões para criticar a cobertura do clássico entre FC Porto e Benfica e a forma como os meios de comunicação trataram a arbitragem de Miguel Nogueira. O presidente portista afirmou que comentários e escolhas editoriais ignoraram avaliações profissionais que, segundo ele, consideravam positiva a atuação do árbitro.
O dirigente também questionou a realização televisiva das partidas. Defendeu que as transmissões deveriam recorrer a mais câmaras e a imagens que permitam esclarecer lances decisivos, e pediu maior utilização de tecnologias como o fora de jogo semiautomático e a deteção automática da linha de golo.
No mesmo texto, Villas-Boas criticou notícias e comentários de vários programas televisivos sobre o FC Porto. Entre os exemplos citados estão referências a uma investigação envolvendo o clube, comentários sobre jogos de andebol do Benfica e frases de comentadores que, na sua leitura, revelariam preferência por uma equipa.
Essas interpretações foram apresentadas pelo presidente do FC Porto e não comprovam, por si só, que os órgãos de comunicação tenham atuado de forma parcial. O editorial mistura uma reivindicação concreta — melhorar a quantidade e a qualidade das imagens disponíveis para analisar a arbitragem — com acusações sobre a independência de comentadores e redações.
A discussão sobre tecnologia nas transmissões tem uma dimensão prática: mais ângulos e imagens claras podem ajudar árbitros, clubes e público a avaliar lances. Já as acusações de parcialidade exigem evidências independentes e respostas dos meios de comunicação visados, que não são reproduzidas no editorial.