Durigan disse que a equipe econômica avalia formas de ajudar os consumidores a superar dívidas antigas e, ao mesmo tempo, criar condições de crédito mais baratas e sustentáveis. Segundo ele, o governo também pretende continuar buscando maneiras de ampliar o acesso das famílias a crédito com custos menores.
O ministro comparou os programas Desenrola lançados pelo governo a “vacinas” contra o endividamento e afirmou que novas iniciativas podem ser adotadas. “O Desenrola 1 foi uma primeira vacina, o Desenrola 2 foi uma segunda vacina e, como temos ainda presente o problema do endividamento, vamos seguir pensando em oferecer novas vacinas”, declarou.
Durigan não detalhou um novo programa já definido. No entanto, adiantou, em entrevista ao jornal Extra, que a equipe econômica trabalha em uma proposta voltada principalmente para dívidas antigas, que poderiam ser adquiridas com desconto elevado, em um modelo de leilão. A ideia é reduzir o peso desses débitos sem exigir que o consumidor passe novamente por uma renegociação.
Segundo o ministro, as duas edições do Desenrola já beneficiaram cerca de 19 milhões de pessoas.
O tema ganhou relevância diante da alta do endividamento e da inadimplência. Dados do Banco Central mostram que a inadimplência da carteira de crédito total do sistema financeiro chegou a 4,9% em julho deste ano, o maior nível da série histórica iniciada em 2011. Na pesquisa da CNC, a parcela de consumidores com contas em atraso alcançou 30,4% em agosto, também recorde da série iniciada em 2010.
A declaração do ministro foi dada no Palácio do Planalto, em coletiva de imprensa após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciar o reajuste do Bolsa Família. O piso do benefício passará de 600 reais para 691 reais, com pagamento do novo valor a partir de outubro.