A seleção abrange trabalhos lançados entre 1.º de junho de 2025 e 31 de maio de 2026. Entre os brasileiros nas disputas centrais estão Anitta, Loulu Gilberto, Zeca Veloso, Dora Sanches e Zanna. As indicações também alcançam o funk, a música instrumental, o jazz, as trilhas sonoras e os profissionais de produção e composição.
Anitta concorre a Álbum do Ano com EQUILIBRIVM, que reúne gêneros e referências brasileiras, incluindo o candombaile. O projeto tem participações de nomes como Alceu Valença, Shakira, Liniker e Maria Bethânia. Na categoria, a cantora enfrenta artistas como KAROL G, ROSALÍA e CA7RIEL & Paco Amoroso. O disco também aparece entre os indicados a Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa.
Loulu Gilberto recebeu duas indicações: Gravação do Ano, por O Amor Nos Encontrou, e Melhor Artista Revelação. Filha mais nova de João Gilberto, ela lançou seu álbum de estreia perto do encerramento do período de elegibilidade. O trabalho homônimo homenageia o pai, morto em 2019, e conta com Tom Veloso, Daniel Jobim e Maria Carvalhosa.
O disco de Loulu começa com João, originalmente de Arnaldo Antunes, e termina com Cavalo Marinho / Bicho Curutú. Ao percorrer essas referências familiares e musicais, a cantora apresenta sua própria identidade artística dentro da MPB.
Zeca Veloso e Dora Sanches também disputam Melhor Artista Revelação. A categoria considera a gravação que estabelece a identidade pública de um artista, o que permite a presença de músicos que já têm trajetória profissional. É o caso de Zeca, com quase uma década de carreira e o álbum de estreia Boas Novas.
Boas Novas reúne MPB, samba e referências afro-baianas, com participações de Moreno e Tom Veloso, Caetano Veloso, Xande de Pilares e Dora Morelenbaum. Dora Sanches chega à disputa com Seda de Casulo, também seu primeiro álbum.
Zanna completa a presença brasileira nas quatro categorias principais com Nilo, indicada a Canção do Ano. A faixa integra Reflexo e combina bossa nova com elementos de samba e jazz. Enquanto Gravação do Ano reconhece aspectos como produção, engenharia e mixagem, Canção do Ano concentra o reconhecimento na composição.
Esta é a quarta indicação de Zanna ao Grammy Latino. A artista carioca já abriu apresentações de Morcheeba e Herbie Hancock no Festival de Jazz de Montreux e também é conhecida pela voz em avisos de linhas de metrô do Rio de Janeiro e de São Paulo, além de aeroportos.
Nas categorias urbanas, Luísa Sonza disputa Melhor Interpretação Reggaeton ao lado de Sofía Reyes por Uñas Afiladas, faixa do quarto álbum da mexicana. O funk está representado pela segunda vez na história da premiação, agora com Relíquia Do 2T. Indicada a Melhor Canção Urban, a música passou mais de 30 semanas consecutivas na Billboard Brasil Hot 100 e concorre em uma categoria com Rauw Alejandro e Daddy Yankee.
Djavan aparece em Melhor Álbum Cantor Compositor com Improviso, em uma trajetória de 50 anos. Yamandú Costa recebeu indicações a Melhor Álbum Instrumental, por Peregrino, e a Melhor Álbum de Música Folclórica, por La Quinta Esencia. Seus trabalhos exploram arranjos com poucos vocais e instrumentos de 7 cordas.
A disputa instrumental inclui ainda Obra Viva De Hermeto Pascoal – Vol 1: Flautas, de Andrea Ernest Dias, e NOVA, de Hamilton de Holanda. Hermeto Pascoal também concorre com um álbum póstumo em Melhor Álbum de Música Clássica. Em Melhor Álbum de Jazz Latino/Jazz, Lívia Mattos foi indicada por Verve, que aproxima o jazz de matrizes nordestinas como xaxado e baião.
Entre os álbuns de rock ou música alternativa em língua portuguesa estão Resistência!, do Black Pantera, e CARRANCA, de Urias, além de trabalhos de Chico Chico, Detonautas e FOTO EM GRUPO. Em CARRANCA, Urias explora influências afro-brasileiras; a faixa Voz do Brasil utiliza um sample do programa de rádio.
Na categoria de pop contemporâneo em língua portuguesa, Anitta divide a disputa com Antes Que A Terra Acabe, de Luedji Luna. No samba e pagode, Leci Brandão foi indicada com um álbum que celebra seus 50 anos de carreira. Também concorrem Xande de Pilares, Mosquito, Ferrugem e Teresa Cristina.
A música urbana brasileira aparece com FREQUÊNCIA LUNAR, de BUDAH, Emicida Racional VL 2, de Emicida, e Novo Testamento, de AJULLIACOSTA. Já Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa reúne, entre os indicados, Molho Lambão, do Psirico, e Dominguinho Vol. 2, de João Gomes, Jota.pê e Mestrinho.
Carminho representa Portugal nas categorias de álbum de raízes e canção em língua portuguesa. Na segunda, concorre com Memória, ao lado de ROSALÍA, em uma disputa que também inclui Johnny Hooker, Criolo e Marisa Monte.
O reconhecimento se estende aos bastidores. Julio Raposo, responsável pelo álbum Força Da Juventude, de Os Garotin, está entre os indicados a Produtor do Ano. Jenni Mosello volta à disputa de Compositor do Ano e também concorre na categoria de álbum pop com um trabalho próprio. Ela participou da composição de Desgraça, faixa de EQUILIBRIVM, que disputa a mesma categoria de álbum.
No audiovisual, a trilha sonora original de O Agente Secreto recebeu indicação a Melhor Música para Mídias Visuais. L7NNON concorre em Melhor Vídeo Musical de formato longo com Guerras Invisíveis, enquanto BK aparece no formato curto com 10 anos de Castelos & Ruínas. Os vencedores serão conhecidos na cerimônia de novembro.