Gabriel Azevedo acusou Simões de usar operações policiais como espetáculo midiático, afirmando que não pretende repetir a prática de “vestir‑se como policial” para participar de intervenções. O candidato ressaltou que, caso firme acordos com a Polícia Militar e a Polícia Civil, cumprirá rigorosamente o que for pactuado, evitando ações que ele considera “estrita legalidade” e pouco proativas.

Azevedo também destacou a necessidade de dificultar a atuação das facções criminosas dentro dos presídios mineiros. Ele apontou a facilidade com que celulares entram nas unidades e solicitou ao governador informações sobre quantos estabelecimentos já contam com bloqueadores de sinal e equipamentos de raio‑X, denunciando a vulnerabilidade da Polícia Penal.

Em resposta, o governador Mateus Simões rebateu que Azevedo não respondeu à pergunta sobre combate ao crime organizado e, em seguida, apresentou seu plano de segurança, denominado “Escudo Mineiro”. Segundo Simões, o programa funcionará como um “Big Brother” para identificar veículos, cargas e suspeitos que entrem ou saiam do estado, exigindo placa e rosto identificados.

Simões ainda anunciou a apresentação, na manhã do mesmo dia, de um novo projeto de lei que visa extinguir benefícios fiscais em Minas Gerais. O objetivo, segundo o governador, é redirecionar os recursos arrecadados para outras áreas, avaliando o risco de perda de empregos.

Além das propostas de segurança, o governador abordou a proteção das mulheres, prometendo expandir a Patrulha Maria da Penha para todas as cidades do estado e abrir mais 50 delegacias de apoio à mulher.

O debate evidenciou divergências claras entre os candidatos: enquanto Azevedo foca na repressão dentro dos presídios e na obrigação de cumprir acordos com as forças de segurança, Simões aposta em tecnologia de monitoramento estatal e em mudanças fiscais para financiar suas iniciativas.