Ao ser conduzido à delegacia de Mogi das Cruzes para o exame pericial, Leite declarou à imprensa que acredita na Justiça e que pretende provar sua inocência por meio de seus advogados, ressaltando que compareceu ao local no dia marcado e que não cometeu nenhum crime.
Na mesma noite, a Polícia Civil realizou nova operação na casa de um assessor de Milton Leite, em Sorocaba, onde foram apreendidos R$ 287 mil e US$ 89 mil, conforme apuração da CNN Brasil.
Leite é alvo de investigação que apura a infiltração da facção criminosa PCC no sistema de transporte coletivo da capital paulista. Ele foi incluído em mandado de prisão emitido após não ser localizado na Operação Vectura Corrupta, deflagrada na manhã de quinta‑feira (17), que cumpriu 16 prisões e 18 buscas e apreensões.
Segundo o Ministério Público, há declarações de policiais militares em processo no Tribunal de Justiça Militar que apontam Leite como proprietário de fato da empresa Transwolf, citada como parte da rede de empresas controladas pelo PCC. A investigação, desdobramento da Operação Decúrio iniciada em agosto de 2024, também identificou possível envolvimento de uma servidora municipal comissionada com um integrante do alto escalão da facção.
Com a entrega voluntária e o exame de corpo de delito concluído, o caso segue para análise judicial. Leite afirmou que aguardará pacientemente as decisões da Justiça, enquanto a polícia continua a coletar provas que possam confirmar ou refutar as alegações de sua participação no esquema criminoso.