Entre os candidatos está Sharon Sharabi, que se tornou conhecido pela campanha pela libertação de seus dois irmãos, feitos reféns em Gaza. Ele afirma que seu objetivo ao disputar uma cadeira é impedir que o Hamas volte a se fortalecer.

Três anos depois do ataque, a eleição tem no centro do debate Netanyahu, seu governo de extrema direita e a resposta militar em Gaza. Parte dos candidatos apoia a ofensiva conduzida pelo primeiro-ministro, enquanto outros o responsabilizam pela falha de segurança que permitiu a ação do Hamas. As pesquisas apontam uma disputa acirrada.

A maioria dos partidos com chances de obter representação no Parlamento incluiu nas listas figuras ligadas aos acontecimentos de 7 de outubro. Na apresentação dos candidatos do Likud, no início de setembro, Netanyahu apareceu no palco ao lado de Talik Gvili, mãe de um policial morto no ataque, em vez de integrantes de seu gabinete.

Gvili ocupa o nono lugar na lista do Likud, posição que lhe dá uma perspectiva favorável de conquistar uma cadeira. O partido tem atualmente 32 dos 120 assentos do Knesset, o Parlamento israelense.

Uma lista centrista liderada pelos ex-primeiros-ministros Naftali Bennett e Yair Lapid inclui o general reformado Noam Tibon. Ele ganhou destaque ao reunir soldados dispersos para expulsar combatentes do Hamas do kibutz onde seu filho morava.

Para a analista política Myriam Shermer, os israelenses esperam que pessoas que sofreram diretamente com o ataque e passaram a simbolizar coragem e resiliência possam promover mudanças. A presença desses candidatos em campos opostos também evidencia as divisões deixadas pelos acontecimentos na sociedade.

Sharabi disse que consideraria uma coalizão com outros familiares de reféns eleitos, caso compartilhassem os mesmos objetivos. A declaração apresenta uma possibilidade de aproximação após a votação, sem indicar um acordo entre as candidaturas.