A missão principal da campanha de Flávio Bolsonaro em Minas Gerais é virar o jogo da derrota de 2022, quando Jair Bolsonaro (PL) perdeu o estado por pouco menos de 50 mil votos para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para isso, a estratégia aposta na força do deputado Nikolas Ferreira (PL‑MG) e em dois “palanques” de apoio no interior: o correligionário Flávio Roscoe e Cleitinho Azevedo (Republicanos), ambos associados ao senador Flávio Bolsonaro.
Em São Paulo, a campanha concentra esforços no interior, considerado decisivo para desequilibrar a disputa com Lula no primeiro turno. Levantamentos internos do PL apontam um aumento do percentual de intenção de voto nos municípios interioranos, que Flávio pretende visitar na semana que antecede a votação de 4 de outubro.
Aliados do filho primogênito de Jair Bolsonaro, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Ricardo Nunes (MDB), devem lançar uma campanha de voto útil em favor de Flávio, com o objetivo de “desidratar” as candidaturas de Augusto Cury (Avante), Romeu Zema (NOVO) e Ronaldo Caiado (PSD).
A campanha já definiu que a última semana antes do primeiro turno será concentrada no Sudeste, percorrendo cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais – os três maiores colégios eleitorais do país – onde pesquisas internas indicam possibilidade de virada sobre Lula.
Além do Sudeste, Flávio tem agenda prevista para a próxima semana no Rio Grande do Norte e em Santa Catarina, onde visitará Joinville e Chapecó ao lado de Carlos Bolsonaro (PL‑SC). No estado catarinense, o objetivo é reforçar o vínculo com o irmão mais novo, candidato ao Senado. Em pesquisas de intenção, Carlos aparece atrás de Caroline de Toni e à frente de Esperidião Amin (PP).
A estratégia de peregrinação pelos municípios interioranos e a mobilização de lideranças regionais visam ampliar a base de apoio de Flávio Bolsonaro e transformar a disputa presidencial em um cenário mais competitivo contra o candidato de esquerda, Luiz Inácio Lula da Silva.