Lula será o primeiro orador da sessão geral da ONU, tradição que o Brasil mantém desde a 10ª Assembleia, em 1955, e que costuma abrir o debate em Nova Iorque.
Em seu discurso, o presidente deve abordar a soberania do Brasil, defender a negociação como mecanismo preferencial para resolver conflitos internacionais e reiterar o respeito ao direito internacional humanitário, conforme documento divulgado pelo governo.
A fala ocorre em meio a tensões diplomáticas com os Estados Unidos, o que leva Lula a reforçar a necessidade de soluções negociadas e de um sistema multilateral capaz de lidar com a multiplicação de conflitos ao redor do mundo.
A sessão será presidida pelo ministro das Relações Exteriores de Bangladesh, Khalilur Rahman, e está programada para os dias 22 a 26 e 28 de setembro. O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, permanecerá em Nova Iorque durante toda a semana, participando de reuniões e encontros ministeriais que complementam a agenda de Lula.
Ao posicionar o Brasil como defensor da negociação e do multilateralismo, o governo busca reforçar seu papel diplomático no cenário internacional e influenciar o debate sobre a gestão de disputas globais.