A medida foi anunciada na quinta‑feira, 17, e será regulamentada segundo critérios de saúde definidos pelo Ministério da Saúde, que determinarão quem tem direito ao tratamento.

Durante a visita ao complexo industrial da farmacêutica brasileira Eurofarma, Lula ressaltou que a caneta será usada “de graça” para quem o médico identificar como portador de problema de saúde associado à obesidade.

A Eurofarma fabrica o Poviztra, semaglutida biológica produzida em parceria com a empresa dinamarquesa Novo Nordisk, medicamento já comercializado desde outubro do ano passado para o controle da obesidade.

O injetável tem preço que varia entre R$ 400 e R$ 1.100, dependendo da dose e de programas de fidelidade da empresa, mas a proposta do governo é garantir o acesso gratuito pelo SUS.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a distribuição nacional focará nos pacientes que mais se beneficiariam: pessoas com obesidade grave, com doenças associadas ou que tenham indicação para cirurgia bariátrica, reforçando que a medicação será tratada como um direito.

Em junho, o Ministério da Saúde lançou o projeto‑piloto Real‑Bari, que avaliará a custo‑efetividade e os impactos na saúde do uso da semaglutida em 250 pacientes atendidos pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre (RS), ao longo de dois anos.

Os voluntários foram selecionados entre pacientes já internados no GHC que apresentavam, além de obesidade grau 3 (IMC acima de 40 ou acima de 35 com comorbidades), comorbidades cardíacas, indicação para cirurgia bariátrica, diagnóstico há mais de um ano e histórico de falha em tratamento convencional por pelo menos dois meses, perfil que representa 91 % dos casos graves de obesidade no país.

O Ministério da Saúde afirma que, após a conclusão do piloto, será elaborado um protocolo nacional para ampliar o uso da caneta em todo o território brasileiro de forma responsável.