A vítima, de 41 anos, recebeu duas facadas – uma no tórax e outra no abdômen – e foi socorrida por populares até a UPA Nordeste, onde os médicos confirmaram o óbito.

A Polícia Militar foi acionada pelo número 190 após relatos de que o homem havia sido ferido. Ao chegar ao local, os policiais foram recebidos na residência dos suspeitos por três irmãos – a menor de 14 anos, um jovem de 19 e o homem de 31 – e pela mãe.

Inicialmente, a adolescente de 14 anos contou que a discussão teria surgido porque seu gato teria matado um rato e ela teria ido jogar o animal na lixeira. Segundo seu relato, a vítima teria ameaçado matar o irmão de 19 anos e buscado um facão no porta-malas de um carro, o que teria levado a menor a pegar uma faca e esfaquear o homem no peito.

O irmão de 19 anos corroborou a versão, dizendo que a vítima os insultou, acusando-os de envenenar seu cachorro, e que, ao ameaçar soltar o cão no pescoço, ele teria pegado uma barra de ferro para se defender. Ele também alegou que a irmã teria agido por causa de transtornos mentais e acompanhamento no Centro de Referência em Saúde Mental (Cersam).

Quando a autópsia confirmou as duas perfurações, os dois irmãos mais novos alteraram o depoimento, admitindo que a história inicial havia sido inventada. Eles revelaram que foi o irmão de 31 anos quem desferiu as facadas, e que o falso relato foi planejado para evitar que ele fosse recolhido à prisão, de onde havia sido liberado há apenas três dias após cumprir pena por homicídio.

As guarnições da Polícia Militar realizaram diligências na região, mas não localizaram o autor nem a arma branca utilizada. O caso foi encaminhado à Polícia Civil para continuação das investigações.