Em discurso no Paraná, Lula afirmou que a obsessão por superavit primário – receita maior que despesa – é "babaquice" e acusou a bancada econômica de favorecer a bancocracia e juros elevados que freiam o desenvolvimento e a geração de empregos.
A medida de reajuste foi apresentada na quinta‑feira, quando o presidente também enfrentava uma crise no Judiciário que, segundo ele, não tem relação com as fraudes do Banco Vorcaro, instituição que ordenou fechar.
A elevação de 15 % no Bolsa Família foi recebida com aplausos de grande parte da sociedade, embora a mídia corporativa conservadora tenha criticado a decisão, acusando-a de politicagem em meio a um cenário de insatisfação geral com o modelo neoliberal.
Lula tem usado a retórica contra o que chama de "neoliberalismo fascista" de seu adversário político, o senador Flávio Bolsonaro (PL), apontando que a política de cortes de gastos e a manutenção de juros altos geram desequilíbrio entre oferta e demanda, pressionando a inflação e prejudicando salários.
O presidente também vinculou a política econômica interna à conjuntura internacional, denunciando a “guerra trumpista” dos Estados Unidos como fator que intensifica a austeridade fiscal nos países latino‑americanos, agravando pobreza e desigualdade.
Segundo o próprio governo, o reajuste ao Bolsa Família visa aliviar a pressão sobre famílias de baixa renda, que, segundo dados citados, estão endividadas e sobrecarregadas por um cenário de juros elevados e crescimento econômico estagnado.