A imagem, extraída de mensagens armazenadas no aparelho de Vorcaro, foi revelada pelo jornal Globo e confirmada como autêntica pela Procuradoria‑Geral da República, que, porém, se absteve de comentar o conteúdo da foto.
No registro, Gonet segura um charuto enquanto copos de uísque aparecem sobre a mesa; a cena foi capturada em abril de 2024, durante uma confraternização que contou com a presença de diversas outras autoridades, segundo a própria declaração do procurador‑geral.
Gonet reiterou que não mantém relação de amizade ou proximidade com Vorcaro, descrevendo o encontro como "brevíssimo e banal" e afirmando que não tem interesse pessoal nos processos em que o banqueiro figura como parte ou investigado.
Em 19 de junho de 2025, Ciro Soares, ex‑advogado do Banco Master, encaminhou a foto a Vorcaro acompanhada da mensagem curta "PG me mandou", interpretada como referência às iniciais de Paulo Gonet.
Além da fotografia, o material apreendido pela PF contém trocas de mensagens nas quais Soares atribui a Gonet comentários sobre participação em um fórum jurídico patrocinado pelo Banco Master em Londres, bem como mensagens que mencionam "charuto", "Macallan" e "saudades" do banqueiro.
Essas conversas foram tornadas públicas após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, divulgar o relatório da Polícia Federal que menciona o procurador‑geral e outras autoridades, levando o caso ao plenário da Corte, onde foi interrompido por pedido de vista do ministro Flávio Dino.
Gonet contestou a validade do relatório, alegando que o documento teria sido produzido por determinação de Mendonça sem provocação prévia do Ministério Público ou da própria Polícia Federal, e ressaltou que investigações envolvendo membros do STF devem observar regras específicas de autorização judicial.
Até o momento, nem a foto nem as mensagens comprovam qualquer irregularidade ou favorecimento por parte de Gonet; porém, o registro visual acrescenta um elemento novo ao conjunto de evidências já divulgadas no caso Master, ampliando o escrutínio sobre possíveis relações entre o Banco Master e autoridades públicas.