A Transespinhaço percorre a única cordilheira do país, a Serra do Espinhaço, reconhecida pela UNESCO como Reserva da Biosfera. O corredor natural marca a transição entre os biomas Cerrado, Mata Atlântica e Caatinga, oferecendo uma variedade de paisagens que vão de campos rupestres a cânions, cachoeiras e cavernas.
Ao longo do trajeto, os viajantes encontram vilarejos históricos, comunidades quilombolas e pontos ligados à Estrada Real, além de uma rica gastronomia regional. Entre os picos mais altos estão o Pico do Sol (2.100 m), o Pico do Itambé (2.052 m), o Dois Irmãos (1.825 m) e o Pico do Itacolomi (1.772 m).
A trilha cruza áreas protegidas como os parques estaduais do Itacolomi, Pico do Itambé, Rio Preto, Biribiri, Serra do Intendente e Serra Nova, reforçando a importância da conservação da fauna e flora, inclusive espécies ameaçadas de extinção.
A Transespinhaço está dividida em quatro setores que conectam municípios e unidades de conservação. Cidades como Ouro Branco, Conceição do Mato Dentro, Diamantina, Serro e Bocaiuva oferecem infraestrutura de apoio, enquanto Belo Horizonte funciona como principal porta de entrada para quem parte de Ouro Branco.
Além das caminhadas, a rota permite cicloturismo, canoagem, montanhismo, observação de aves, corridas, campismo e exploração de formações geológicas. O Ministério do Turismo destaca que a iniciativa amplia o turismo sustentável na região e gera benefícios econômicos para as comunidades locais.
A proposta da Transespinhaço também visa fortalecer a proteção ambiental ao integrar turismo e conservação, criando um modelo de uso responsável das áreas naturais da Serra do Espinhaço.