Em seu discurso, Trump repetiu o mote de campanha “Os EUA estão vivendo uma era de ouro” e criticou duramente o governo de seu antecessor, Joe Biden, que, segundo o presidente, deixou o poder em 2025. O mandatário ressaltou que, ao contrário de outros líderes que “falavam de paz”, ele teria “agido” e que a América demonstrava coragem onde outros apenas falavam.

O presidente dedicou ainda uma longa defesa da política dos EUA contra o Irã, declarando que jamais permitirá que o país obtenha uma arma nuclear. Trump sugeriu que, após as eleições de novembro, os aliados americanos poderiam firmar um acordo, mas que, por enquanto, a estratégia seria isolar economicamente o Irã, referência ao plano de sanções já em curso.

Além das críticas ao Irã, Trump atacou a ONU e outras instituições que, em sua visão, violam a soberania americana ou impõem agendas de esquerda radical. O discurso também incluiu menções à América Latina, onde ele afirmou ter agido para conter “violência, instabilidade e interferência estrangeira”, aludindo indiretamente à China.

Durante a estadia em Nova Iorque, Trump tem encontros marcados com líderes como o primeiro‑ministro britânico Andy Burnham, o presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky e a presidente interina da Venezuela Delcy Rodríguez, além de um encontro previsto com o presidente chinês Xi Jinping na pista de uma base aérea de Washington na quarta‑feira.

O discurso ocorre a pouco mais de um mês das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, que decidirão o futuro da Câmara dos Representantes e dois terços do Senado. Pesquisas apontam para uma provável derrota do partido republicano, o que poderia deixar Trump governando sem apoio majoritário no Congresso nos últimos dois anos de seu mandato.