Durigan explicou que o ajuste, anunciado na semana, tem como objetivo recompor o poder de compra das famílias beneficiárias, alinhando o valor do benefício à variação dos preços ao consumidor.
O ministro reforçou que a prioridade fiscal do governo permanece inalterada, afirmando que a correção do Bolsa Família não compromete a trajetória de melhora das contas públicas.
Segundo Durigan, o número de famílias atendidas ao programa diminuiu após um pente‑fino cadastral: de 21,9 milhões na transição de 2022 para 2023, o contingente caiu para 18,7 milhões em 2025, abaixo do pico de 22 milhões registrado em governos anteriores.
Ele atribuiu a redução ao cruzamento de informações e à atualização dos cadastros, processos que, segundo ele, incentivam a formalização ao estimular a saída de beneficiários para o mercado de trabalho.
Durigan citou que 91% dos empregos gerados no último ano teriam sido ocupados por pessoas que deixaram o Bolsa Família e passaram a trabalhar formalmente, indicando um vínculo entre a limpeza de cadastros e a criação de vagas.
Além do Bolsa Família, o ministro abordou a necessidade de regulamentar as apostas online, defendendo regras mais rígidas de tributação, prevenção à lavagem de dinheiro e proteção de consumidores, especialmente crianças e adolescentes, após quatro anos e meio de operação sem normas específicas no país.
Durigan concluiu que o governo busca “endurecer” o setor de bets para mitigar riscos de vício e problemas de saúde mental, ao mesmo tempo em que preenche o vazio regulatório deixado por administrações anteriores.