Alonso, que corre pela Aston Martin, afirmou que as regras técnicas de 2026 dão prioridade a uma gestão de bateria que, na sua visão, reduz a velocidade máxima nos pontos críticos dos circuitos, comprometendo a qualidade do espetáculo.

O piloto espanhol tem mantido conversas diretas com o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, e com o CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, para expor a sua insatisfação e propor ajustes que favoreçam a pilotagem tradicional.

Em entrevista concedida em Baku, Alonso explicou que a decisão de permanecer na Fórmula 1 não depende apenas da competitividade da equipa, mas também da forma como a categoria evolui tecnicamente, sobretudo no que se refere à eletrificação dos motores.

Ele destacou que, a partir de 2027, está previsto um regime de potência 60‑40 entre combustão e energia elétrica, com aumento do fluxo de combustível, medida que, segundo ele, reduzirá a dependência da bateria e permitirá que os pilotos “ataquem mais” sem ter de poupar energia nas curvas de alta velocidade.

Alonso lamentou ainda que alguns dos circuitos mais emblemáticos – como Silverstone, Spa‑Francorchamps (curva Eau Rouche) e Suzuka (130R) – foram “neutralizados” pelas novas regras, tornando‑os menos divertidos e menos desafiantes para os pilotos.

O piloto sublinhou que a sua preocupação principal é a preservação do espetáculo para os fãs, afirmando que “não há outra categoria no desporto motorizado onde seja preciso conduzir devagar para ser rápido”.