A Alemanha atravessa um período de resultados abaixo das expectativas, com eliminações nas fases de grupos dos Mundiais de 2018 e 2022 e ausência de semifinais nos Campeonatos Europeus desde 2016, o que gerou uma sucessão de treinadores, entre eles Hansi Flick e Julian Nagelsmann.
Em junho, o ex‑treinador do Liverpool, Jurgen Klopp, foi anunciado como novo selecionador da Die Mannschaft, substituindo Nagelsmann logo após a derrota na Copa do Mundo de 2022.
Segundo o jornal Bild, Klopp já começou a impor disciplina ao grupo, definindo quatro regras que deverão ser cumpridas durante os períodos de concentração: os jantares devem ocorrer às 19h00 ou 20h00, com jogadores e comissão técnica chegando simultaneamente; os telemóveis são proibidos antes dos jogos; os atletas não podem cortar o cabelo nos hotéis da seleção; e as visitas de familiares são limitadas, encerrando a política de "porta aberta" que vigorava nos grandes torneios.
O primeiro teste dessas medidas será na quinta‑feira, quando a Alemanha enfrentará os Países Baixos no jogo de abertura da Liga das Nações, seguido por confrontos contra Grécia e Sérvia.
Klopp também adotou uma abordagem pouco convencional na sua primeira convocatória, nomeando duas seleções distintas sem distinguir entre equipa A ou B, explicando que quer avaliar o maior número possível de jogadores em termos de desempenho, caráter e experiência.
Os jogadores já demonstram entusiasmo com a nova direção: o defesa Philipp Treu afirmou que a presença de Klopp “faz pensar que agora posso treinar sob o comando de Jürgen Klopp” e que está ansioso para absorver tudo; já Max Rosenfelder elogiou o treinador como “uma pessoa muito, muito especial” capaz de conectar e envolver bem a equipa.
A expectativa é que a combinação de disciplina reforçada e a filosofia de Klopp possa reverter a fase negativa da seleção e devolver à Alemanha o prestígio que lhe falta nas competições internacionais.