Em entrevista, Nuno Catarino afirmou que o Benfica tem capacidade de absorver um ou dois anos de resultados desfavoráveis, mas que essa margem depende de manter capital positivo e de contar com receitas provenientes das competições europeias.

Catarino destacou que a UEFA Champions League representa a primeira fonte de receitas do clube, superando até mesmo a venda de jogadores, e que a ausência de presença regular na competição dificultaria a comercialização de atletas e comprometeria a estabilidade financeira.

Segundo o diretor, o modelo de sustentabilidade do Benfica baseia‑se em dois pilares: a geração de receitas estáveis através da Champions League e a venda de jogadores quando o clube está bem posicionado nas competições da UEFA, o que aumenta o valor de mercado dos atletas.

Ele também apontou que, embora o Benfica consiga suportar um mau ano, a diretoria não deseja enfrentar outro e tem de estar preparada para absorver choques financeiros, especialmente num contexto em que clubes da Premier League podem gastar o dobro do que os portugueses.

Catarino concluiu que, sem a Champions League, o futebol do Benfica “seria o fim para o nosso futebol como o conhecemos”, reforçando a necessidade de manter o clube competitivo a nível europeu para garantir a continuidade do modelo financeiro adotado.