O incidente ocorreu durante uma partida da MLS Next Pro, quando Higuaín se recusou a soltar a mão da árbitra após ser solicitado a fazê‑lo três vezes, culminando num gesto de intimidação física e numa frase degradante – “Não se esqueça que isto é um jogo de homens”.
A árbitra, membro da Associação Profissional de Árbitros de Futebol (PSRA), relatou o episódio ao sindicato, que classificou a conduta como abuso deliberado e sexismo, exigindo medidas mais severas do que a suspensão de dois jogos inicialmente aplicada.
Em comunicado oficial, o diretor‑geral dos Columbus Crew, Issa Tall, justificou a demissão afirmando que “os padrões do nosso clube sobre o que se espera de um líder de uma das nossas equipas não foram cumpridos” e que a decisão era “no melhor interesse do clube, jogadores e equipa de apoio”.
A PSRA criticou a resposta da liga, alegando que a punição de dois jogos “fica drasticamente aquém” da gravidade do comportamento, e destacou a necessidade de garantir um ambiente de trabalho seguro e respeitoso para árbitras.
Federico Higuaín, irmão do ex‑avançado do Real Madrid Gonzalo Higuaín, deixa, assim, a sua posição no clube após o episódio, enquanto a MLS e a PSRA continuam a avaliar possíveis sanções adicionais para o treinador.
O caso reacende o debate sobre o tratamento das árbitras no futebol norte‑americano e a responsabilidade dos clubes em coibir comportamentos abusivos e sexistas dentro e fora do campo.