A decisão de afastar a direção foi aprovada com 2.279 votos a favor, contra 765 votos contrários (25,03%). Foram ainda registados sete votos em branco e cinco nulos.

Rui Abreu assumiu a presidência do clube em março de 2025. O seu mandato ficou marcado pela descida da equipa de futebol à Liga 3 e pelo aumento das dívidas, fatores que fragilizaram a posição do clube nas negociações com os acionistas da SAD.

A Assembleia Geral Extraordinária foi convocada a pedido de um grupo de associados que, por meio de requerimento, manifestou a perda de confiança na gestão de Abreu, gerando crescente contestação e divisões internas dentro do clube.

Com a destituição, foi nomeada uma Comissão Provisória de Gestão para assegurar o funcionamento do clube até à realização de novas eleições. A única lista apresentada para compor a comissão foi encabeçada por Pedro Andrade, que já declarou publicamente a intenção de concorrer à presidência do Paços de Ferreira.

A comissão provisória ficará responsável por manter as atividades do clube e por preparar o processo eleitoral que definirá os novos órgãos sociais, num momento em que a estabilidade financeira e a relação com a SAD permanecem questões críticas.