Durante a sua intervenção, Teixeira destacou que, apesar das dificuldades iniciais, o apoio dos clubes e a sua equipa de trabalho têm facilitado a gestão da Liga, permitindo-lhe fazer um balanço "muito positivo" do período em que está à frente da entidade.
Um dos principais desafios apontados foi a centralização dos direitos televisivos. O presidente explicou que o processo será dividido em três fases: primeiro, o leilão da produção; segundo, a venda dos direitos domésticos entre janeiro e março do próximo ano; e, por fim, a cedência dos direitos ao mercado externo, com a meta de concluir todas as etapas até ao final de 2027.
Teixeira sublinhou a importância de uma venda bem‑sucedida, afirmando que o produto futebolístico é altamente desejado no mercado e que o interesse dos operadores está presente, o que deve garantir bons resultados financeiros para as sociedades desportivas.
Ao ser questionado sobre a situação da arbitragem em Portugal, o presidente referiu indicadores positivos – mais tempo de jogo, menos cartões e mais golos – e expressou total confiança nos árbitros, classificando‑os como os agentes desportivos que menos falham dentro dos 26 agentes reconhecidos.
Reinaldo Teixeira também abordou a polémica envolvendo o árbitro Duarte Gomes, pedindo que críticas infundadas sejam penalizadas e que haja rapidez na resolução de eventuais conflitos, reforçando a necessidade de tranquilidade para que o trabalho da arbitragem possa prosseguir sem ruído desnecessário.
Encerrando a sua fala, Teixeira destacou o valor transversal do futebol, que gera mais de dois milhões de euros em ativos, e reiterou o compromisso da Liga em contribuir para o bem‑estar de todos os intervenientes no ecossistema desportivo.