Vicintin admitiu que a equipa não esperava começar tão bem, lembrando que a temporada anterior foi de transição, com a venda de jogadores que haviam sido decisivos na subida à elite e no quinto lugar conquistado em 2024/25, e que o objetivo principal era garantir um lugar entre os dez primeiros.

O presidente destacou o treinador Petit como a "figura central" do sucesso, afirmando que nunca venceu sem um grande trabalho do técnico, que se mostrou feliz nos Açores e demonstrou coragem ao enfrentar o SC Braga.

Para os próximos cinco anos, Vicintin revelou um plano de fortalecimento da formação e da estrutura do clube, mas alertou que uma classificação para competições europeias poderia não ser vantajosa financeiramente, sobretudo ao considerar a necessidade de manter as seis vagas portuguesas nos torneios continentais.

Sobre Gonçalo Paciência, que figura entre os três maiores marcadores do campeonato com cinco golos, o presidente elogiou a decisão do jogador de aceitar um corte salarial significativo para voltar aos Açores, ressaltando que o desempenho pode render uma convocação à seleção nacional.

Vicintin ainda abordou a centralização dos direitos televisivos, qualificando‑a como o maior desafio do futebol português, criticando a distribuição que, segundo ele, coloca Portugal entre os piores do mundo, mas expressou confiança no trabalho do presidente da Liga, Reinaldo, e na sua equipa.

Encerrando a entrevista, o presidente afirmou que, apesar das controvérsias, acredita que o modelo atual permitirá ao futebol português continuar a evoluir, mantendo a competitividade dos grandes clubes e a atratividade dos clubes menores.