Os dados analisados abrangem pessoas nascidas na Suécia entre 1987 e 2021. Entre elas, 975 tinham diagnóstico de uma infecção congênita do grupo TORCH. O estudo foi publicado na revista JAMA Pediatrics.
A sigla TORCH reúne toxoplasmose, sífilis, rubéola, citomegalovírus e herpes simples. Em alguns casos, esses agentes podem atravessar a placenta e atingir o feto durante a gestação.
Na comparação apresentada pelos pesquisadores, pessoas nascidas com uma dessas infecções tiveram cerca de três vezes mais risco de receber diagnóstico de autismo e mais de sete vezes mais risco de diagnóstico de deficiência intelectual do que participantes sem registro de infecção TORCH.
Para deficiência intelectual grave a profunda, a análise principal apontou um risco até 23,5 vezes maior entre as pessoas com infecção congênita. O resultado se refere à comparação observada no estudo; não significa que todas as pessoas expostas desenvolverão essas condições.
Os achados mostram uma associação estatística e, por si só, não demonstram que as infecções tenham causado os diagnósticos. O estudo descreve uma população ampla e um grupo relativamente pequeno com registros de infecção TORCH, sem que os dados apresentados aqui permitam estimar o risco individual em números absolutos.