Em artigo publicado pelo Guardian, Mitsotakis disse que a Grécia não pode aceitar condições que, na prática, reconheçam a posse britânica das esculturas. Ele defendeu a devolução das peças à Acrópole e rejeitou que um eventual acordo envolvendo a Tapeçaria de Bayeux sirva de precedente.

Os mármores incluem esculturas e frisos criados por Fídias no século 5º a.C. As peças foram retiradas da Acrópole no início do século 19 por agentes de Thomas Bruce, o 7º conde de Elgin, então embaixador britânico em Constantinopla, quando a Grécia estava sob domínio otomano.

A disputa entre Atenas e Londres envolve tanto a propriedade quanto o local em que as obras devem permanecer. Desde a independência grega, em 1832, o país pede repetidamente a devolução. A Grécia construiu um museu dedicado às peças, antecipando seu possível retorno.

Mitsotakis afirmou estar surpreso com a sugestão de que o empréstimo da Tapeçaria de Bayeux ao Museu Britânico pudesse oferecer um modelo para as esculturas. A tapeçaria, que retrata a conquista normanda da Inglaterra, está na França desde pelo menos 1476 e sua exposição em Londres provocou reações negativas no país.

O governo de Keir Starmer sinalizou que não bloquearia um possível acordo de devolução, segundo a Bloomberg em 2024. Mitsotakis argumenta que reunir as esculturas dependeria de vontade política e representaria uma forma de encerrar uma disputa histórica por meio da cooperação cultural.