A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), vinculada às Nações Unidas, confirmou que o reator da usina nuclear de Kursk continuou funcionando normalmente após o impacto e que não houve incêndio na estrutura atingida.
Em comunicado, a IAEA solicitou "máxima contenção militar" para evitar qualquer risco de acidente nuclear, e o diretor‑geral Rafael Grossi reiterou o apelo, afirmando que todos os ataques a instalações nucleares são inaceitáveis por comprometerem a segurança física e tecnológica.
A usina está situada a oeste da cidade de Kursk, capital da região, próxima à fronteira entre Rússia e Ucrânia, que tem cerca de 440 mil habitantes, e o incidente ocorre em meio a alertas recorrentes da IAEA sobre os perigos de combates ao redor de instalações nucleares desde a invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022.
A agência já havia registrado, em maio, outro ataque com drone à usina nuclear de Zaporizhzhia, na Ucrânia, que abriu um buraco na parede da sala de máquinas, embora, segundo a estatal russa Rosatom, o equipamento principal não tenha sido danificado e o dano tenha ficado a dez metros da sala do reator.
Embora o incidente de Kursk não tenha alterado o regime de funcionamento da usina, a IAEA enfatiza que a proximidade de conflitos armados a instalações nucleares eleva o risco de acidentes e reforça a necessidade de medidas de contenção e vigilância internacional.