A dupla brasileira enfrentou a ucraniana Valeriya Strakhova e a russa Anastasia Tikhonova, que as superaram em dois sets, com parciais de 6‑2 e 7‑5, diante de uma quadra 1 lotada de torcedores.

Em coletiva de imprensa, Naná reconheceu que a partida começou “um pouquinho desligada, um pouco desconcentrada”, o que resultou em “games de bobeira”, mas afirmou que a equipe conseguiu elevar a intensidade nos momentos finais e chegou “bem mais perto de pegar o set”.

Victória Barros elogiou a experiência, dizendo que foi “ótima estar jogando aqui com a Naná na dupla” e que a semana foi “boa” para ambas, apesar da derrota.

Na primeira rodada do torneio, as brasileiras conquistaram sua primeira vitória em duplas ao derrotar a dupla formada pela norte‑americana Rasheeda McAdoo e a australiana Alexandra Osbourne por 2‑1, revertendo o placar após perder o primeiro set.

Ambas têm 16 anos e disputam o circuito júnior da ITF; para o SP Open, um evento de nível profissional da WTA, receberam wild cards que lhes permitiram entrar diretamente na chave principal.

Ao analisar o confronto com jogadoras experientes, Naná destacou a diferença de movimentação e a consistência mental das profissionais, enquanto Victória ressaltou o foco claro das adversárias em cada ponto. Em entrevista ao podcast “New Balls Please”, Victória afirmou que, apesar de ainda ter elegibilidade para o circuito júnior por mais um ano, pretende avaliar a possibilidade de disputar torneios profissionais a partir da próxima temporada.

A participação no SP Open, ainda que curta, serviu de aprendizado para as jovens tenistas, que pretendem usar a experiência adquirida para planejar a transição ao circuito profissional nos próximos anos.