O acordo, anunciado após intensas negociações, define as linhas mestras para as futuras unidades motrizes, sinalizando um retorno a um conceito mais simples e próximo dos motores de competição tradicionais.

A nova arquitetura será baseada num V8 turbo de 3,0 litros, com objetivo de reduzir o peso total da unidade em, pelo menos, 50 kg em relação ao atual conjunto híbrido.

A eletrificação será mantida, porém com um motor elétrico simplificado de 100 kW (cerca de 134 cv), muito abaixo dos 350 kW (470 cv) das unidades atuais, preservando a ligação tecnológica com a indústria automóvel sem a complexidade que marcou o ciclo anterior.

Embora a possibilidade de um motor atmosférico tenha sido debatida, o turbo permanecerá – decisão motivada, entre outros fatores, pelos limites de ruído em circuitos urbanos como Melbourne, Miami, Madrid, Singapura, Baku e Las Vegas, onde níveis sonoros excessivos poderiam inviabilizar a realização de provas.

O motor turbo reduzido deverá gerar um som consideravelmente mais alto que o das unidades atuais, mas ainda dentro dos limites de emissão sonora exigidos por esses circuitos.

Além da redução de peso, o regulamento contempla um sistema de impulso de potência temporário, inspirado no push‑to‑pass da IndyCar, que permitirá aos pilotos ganhar potência extra em situações específicas, sem a intenção de reinstaurar o DRS que será eliminado ao final da temporada de 2025.

A data de estreia dos novos regulamentos ainda não está definida; uma das opções em estudo é a introdução em 2030, o que anteciparia em um ano o fim do ciclo técnico vigente.

O consenso entre todas as partes será decisivo para a implementação, e o debate reflete a pressão crescente para simplificar os motores, reduzir custos e melhorar a experiência sonora para os fãs, ao mesmo tempo em que mantém a relevância tecnológica da categoria.