O índice brasileiro variou entre 185.676 e 188.772 pontos ao longo da sessão, mas acabou perdendo força após um impulso inicial impulsionado principalmente pelas ações da Petrobras (PETR4) e pela recuperação dos preços do petróleo.
Investidores estrangeiros mantiveram saldo comprador na B3 em setembro, acumulando entrada líquida de R$ 9,6 bilhões no mês e R$ 27,9 bilhões no acumulado do ano, enquanto os fundos institucionais domésticos registraram saída líquida de R$ 6,9 bilhões no mesmo período, totalizando uma retirada de R$ 35,4 bilhões no ano.
A paralisação do Ibovespa ocorre enquanto a corrida presidencial entra na reta final: a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg indica que Lula tem 45,8 % no primeiro turno contra 43,4 % de Flávio Bolsonaro, com diferença dentro da margem de erro de um ponto percentual, configurando um empate técnico.
Analistas apontam que a estreita faixa de negociação reflete a combinação de dúvidas fiscais, a mudança no diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos e a volatilidade das commodities, sobretudo o petróleo, além de resistências técnicas próximas ao nível de 189.500 pontos.
Do ponto de vista técnico, o analista Rodrigo Paz observa que o Ibovespa permanece acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, ainda que o Índice de Força Relativa (IFR) esteja em 64,88, abaixo da zona de sobrecompra. Um rompimento acima de 189.487 pontos poderia reabrir caminho para a máxima histórica de 199.354 pontos, enquanto queda abaixo de 184.460 pontos sinalizaria fraqueza.
Outros especialistas, como André Moraes da Trade ao Vivo, consideram a consolidação atual como uma correção temporal após a forte alta de agosto, sugerindo que o mercado ainda pode acumular antes de retomar a tendência de alta, caso o preço confirme novos patamares.
A volatilidade realizada permanece abaixo da média histórica de eleições desde 2002, segundo o estrategista da XP, Raphael Figueredo, mas ele alerta que novos desdobramentos políticos ou econômicos podem reativar movimentos mais amplos.