O leilão, organizado pela casa Millon, reuniu roupas, móveis, joias, instrumentos musicais e objetos do cotidiano que a atriz mantinha em sua residência de Saint‑Tropez e no apartamento parisiense, atraindo cerca de 3 mil inscritos de França e de outros países.
Entre os itens mais inesperados, duas coleiras de cachorro com placa identificando a residência La Madrague passaram de uma avaliação de €30 para €9,4 mil, sendo arrematadas por uma participante russa; um autorretrato da própria Bardot alcançou quase €40 mil, e três bichos de pelúcia em forma de filhotes de foca foram vendidos por €2,2 mil.
A venda incluiu ainda uma bicicleta Peugeot, sapatilhas de couro Repetto, uma máquina de escrever Olivetti Lettera 22 usada para correspondências e parte da autobiografia, além de chapéus de palha, óculos, violões e objetos religiosos.
Bardot, que faleceu em 28 de dezembro de 2025 aos 91 anos, dedicou grande parte de sua vida à defesa dos animais; a arrecadação será dividida entre a Fundação Brigitte Bardot, criada por ela para a proteção animal, e seu único filho, Nicolas‑Jacques Charrier, conforme informou o leiloeiro Alexandre Millon.
O resultado superou em muito as projeções da Millon, que afirmou que a atriz transformou cerca de €50 mil em estimativas em quase €1 milhão, já considerando as taxas. Contudo, o leilão gerou críticas de Bernard d’Ormale, último marido de Bardot, que o qualificou como “escandaloso” e alegou não ter sido consultado; a fundação contestou a versão, ressaltando que a operação recebeu aprovação em junho, quando d’Ormale ainda presidia o conselho de administração.
Em 1987, Bardot já havia vendido alguns de seus objetos mais valiosos para financiar a criação da fundação, demonstrando que a prática de leiloar pertences pessoais para apoiar a causa animal tem precedentes na história da atriz.